Uma oração de Jorge Luis Borges
Minha boca pronunciou e pronunciará, milhares de vezes e nos dois idiomas que me são íntimos, o pai-nosso, mas só em parte o entendo.
Hoje de manhã, dia primeiro de julho de 1969, quero tentar uma oração que seja pessoal, não herdada.
Sei que se trata de uma tarefa que exige uma sinceridade mais que humana.
É evidente, em primeiro lugar, que me está vedado pedir.
Pedir que não
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